Foto: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

A defesa agropecuária catarinense, executada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), é referência nacional e internacional pelas condições sanitárias que construiu em seus 46 anos de atividade. A inovação continua norteando o trabalho da companhia, para consolidar a posição de estado produtor e exportador de alimentos de alta qualidade, seguros e que atendem às exigências do mercado externo. 

Um exemplo são as tratativas iniciadas em audiência na Casa d’Agronômica entre o governo estadual e a Embaixada da Ìndia no Brasil, com vistas ao uso de nanotecnologia aplicada ao setor agropecuário. Além do governador Jorginho Mello, da presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, e do embaixador Dinesh Bhatia, participaram da reunião cientistas e representantes de indústrias indianas e a equipe das Secretarias da Articulação Internacional, da Fazenda, Invest SC e Sapiens. 

“A ideia é desenvolver a indústria de nanotecnologia em Santa Catarina voltada à nutrição de animais, inicialmente, sabendo-se que a nanotecnologia abrange também a agricultura de precisão. A nanotecnologia é um caminho para produzir mais, com menos custo e poluição, no mesmo espaço territorial”, afirma a presidente da Cidasc. De acordo com Celles Regina de Matos, a nanotecnologia contribui com a redução de emissão de gases de efeito estufa, menor produção de dejetos e com isso,menor oferta de metais pesados que contaminam o solo e as águas, e atua na redução do custo de produção na agropecuária. Tais avanços diferenciariam ainda mais a produção catarinense nos aspectos sustentabilidade e competitividade. 

Santa Catarina foi pioneira em rastreabilidade bovina e bubalina. Foto: Ascom/Cidasc

A busca por novas tecnologias vem em momento muito oportuno, em que os países importadores têm intensificado controles sanitários, exigências quanto à rastreabilidade dos produtos e sustentabilidade dos processos agrícolas. Além das cobranças quanto à rastreabilidade dos rebanhos para a compra de carne, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países aptos a exportar produtos de origem animal, alegando falta de comprovação quanto ao não uso de antimicrobianos como promotores de crescimento. 

A elaboração de um acordo nacional sanitário, respondendo às exigências da Comissão Europeia, deve ser realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ainda que estas negociações entre países sejam de competência da esfera federal, os estados e as entidades representativas da cadeia produtiva estão articulados para demonstrar a qualidade sanitária da produção agropecuária brasileira. 

As exportações de produtos de origem animal representam uma parcela significativa do produto interno bruto de Santa Catarina. Do Valor da Produção Agropecuária (VPA) catarinense, de R$ 63 bilhões, 60% provém da produção animal. O estado é o maior exportador de carne suína do país e o segundo em exportação de carne de aves, posição que foi alcançada pelas condições sanitárias, comprovadas em inúmeras missões internacionais que vieram à Santa Catarina. 

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