Trabalho ágil das equipes de defesa sanitária delimita novo foco, que compartilha 70% da área de vigilância já rastreada. Mais de 15 granjas da região testaram negativo e seguem fluxo normal de produção.

Nova Itaberaba – A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), por meio do Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo), segue demonstrando controle e agilidade na resposta à emergência zoossanitária em Nova Itaberaba. Com a conclusão dos procedimentos de limpeza e desinfecção no primeiro foco registrado no dia 18 de outubro, a propriedade já se encontra em vazio sanitário, permitindo inclusive a desmobilização da barreira sanitária nº 01, um indicativo de que os protocolos de mitigação de risco estão sendo cumpridos com eficiência.
O monitoramento rigoroso contínuo na região identificou, entre os dias 23 e 24 de outubro, a confirmação laboratorial (por meio de sequenciamento genético) de um segundo foco em um núcleo de perus de corte, sendo esse no município de Coronel Freitas. A situação já está sob controle tático. Isso porque mais de 70% da zona de vigilância deste novo foco está sobreposta à área do primeiro foco. Na prática, isso significa que a maior parte das propriedades do entorno já foi mapeada, vistoriada e se encontra sob a vigilância ativa das equipes da Cidasc, restando apenas a inclusão de poucas propriedades no roteiro de fiscalização. Onde o vírus foi detectado, todos os procedimentos sanitários padrão estão em andamento.
Testes negativos e liberação para abate
O rigor da investigação epidemiológica tem trazido excelentes notícias que tranquilizam o setor produtivo. Das amostras já analisadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 15 granjas comerciais da região testaram negativo para a doença. Além disso, no núcleo vizinho ao foco recém-confirmado, as aves também estão livres da doença.
Com a comprovação laboratorial da ausência do vírus nestes locais, o Serviço Veterinário Oficial já liberou essas aves saudáveis para o abate comercial regular. Essa medida reforça que o sistema de contenção está tendo êxito, isolando apenas os pontos necessários e garantindo a continuidade econômica e a normalidade da produção nas áreas livres e seguras.
Pombos de vida livre e o reforço na biosseguridade
O sistema de vigilância da Cidasc também identificou a presença do vírus da Doença de Newcastle em pombos fora da área de emergência, no município de Marema. É fundamental esclarecer à população e aos produtores que trata-se de pombos de vida livre (animais soltos na natureza), que já apresentavam sinais clínicos da doença, posteriormente confirmados em laboratório.
A presença do vírus em aves de vida livre ressalta a importância vital da biosseguridade nas propriedades. A Cidasc reforça o apelo aos avicultores para que mantenham o rigor nas telas de proteção dos aviários, controle de pragas e desinfecção de veículos e calçados, impedindo qualquer contato entre aves silvestres/de vida livre e os plantéis comerciais. A confirmação do foco em Coronel Freitas também foi originada pelo vírus transmitido pelos pombos.
Números mostram a força-tarefa em campo
Até o dia 24 de outubro, o Coezoo concluiu a primeira rodada completa de vigilância nos estabelecimentos comerciais de toda a área de emergência. O volume de trabalho atesta a dedicação das equipes:
● Mais de 160 propriedades comerciais (entre galinhas e perus) já passaram por vigilância;
● 317 propriedades de subsistência foram fiscalizadas;
● 78 coletas de amostras foram realizadas para garantir a segurança sanitária;
● Quatro barreiras sanitárias móveis e fixas seguem ativas 24 horas por dia, controlando o trânsito e realizando a desinfecção de veículos.
A Cidasc está operando com dezenas de profissionais e apoio de forças de segurança e do setor produtivo, isso reafirma que o trabalho intenso continuará até a erradicação completa do evento sanitário, protegendo a excelência e o status sanitário da avicultura catarinense.
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