Força-tarefa inspeciona mais de 350 propriedades na região de Nova Itaberaba e mantém postos de controle ativos após a conclusão do descarte na granja foco.

Laboratório de recebimento de amostra em Nova Itaberaba/SC. Foto: Kelly Magri
As ações de resposta ao foco de Doença de Newcastle, confirmado em 18 de outubro em uma granja comercial de perus de corte, em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense, avançam com a mobilização de equipes de campo e a continuidade das medidas de controle sanitário. Na quinta-feira (22) a operação foi reforçada, 28 equipes atuaram na vigilância epidemiológica.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) coordenam as ações por meio do Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo). A resposta envolve ainda o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o Ministério da Defesa, a Defesa Civil de Santa Catarina, a Polícia Civil de Santa Catarina, o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e representantes do setor produtivo.
A granja de perus onde foi detectado o foco da doença já foi depopulada. Na quarta-feira, 21 de outubro, foi finalizado o enterrio de carcaças de 6.526 aves e de insumos, em vala preparada de acordo com as normas técnicas e que foi aprovada pelas autoridades ambientais. Também foram finalizadas a limpeza seca e remoção de materiais, que foram alocados em outra vala. Estão em andamento os procedimentos de desinfecção, com acompanhamento de médico veterinário da Cidasc.
Desde terça-feira, equipes de campo fazem a vigilância epidemiológica em propriedades rurais no entorno do foco. Até agora 352 propriedades foram vistoriadas. Em três dias as equipes visitaram 256 propriedades de subsistência. Também vistoriaram 96 propriedades comerciais, sendo 68 com criação de galinhas, 26 de perus, uma de reprodução e uma de recria. As equipes fazem o trabalho de vigilância, orientação e de coleta de amostras para análise laboratorial.
As ações de vigilância abrangem 166 propriedades em um raio de 3km do foco e mais 1514 em um raio de 10km, totalizando 1680 propriedades rurais. Os dados referentes aos tipos de exploração pecuária e aos quantitativos de animais, utilizados como subsídio para o planejamento e a execução das atividades de campo, são provenientes da base de dados da CIDASC, órgão oficial de defesa agropecuária de Santa Catarina. Sendo fundamental que os produtores mantenham seus cadastros permanentemente atualizados junto à CIDASC.
Quatro postos de controle de trânsito estão em funcionamento, sendo um no foco e três na área perifocal. Nesses postos ocorrem a fiscalização do trânsito, inspeção e desinfecção de veículos. As atividades são registradas eletronicamente, permitindo acompanhar os procedimentos e consolidar as informações operacionais.