
No ano de 2025, todo o Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Os potenciais ganhos desta conquista já são conhecidos dos catarinenses: em 25 de maio de 2007, Santa Catarina se tornou o primeiro estado a ser reconhecido internacionalmente como livre da doença sem vacinação.
A data é lembrada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) como um dos grandes feitos de seus 46 anos de existência. “Esse reconhecimento internacional nos permitiu acesso a mercados extremamente exigentes, mercados que os outros estados brasileiros, mesmo retirando a vacina, ainda estão pleiteando acessar. Isso é fruto do trabalho de todos que já passaram pela Cidasc e da confiança construída com nossos parceiros comerciais”, diz a diretora de Defesa Agropecuária da Cidasc, Débora Reis Trindade Andrade.


A partir do reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacina, em 2007, a cadeia produtiva catarinense foi beneficiada. Isto favoreceu não só a produção de bovinos, mas também a de suínos (outra espécie suscetível à febre aftosa), contribuindo para que Santa Catarina se consolidasse como o estado líder em exportação e produção de carne suína.
A trajetória até o reconhecimento foi longa e trabalhosa. Durante muitos anos, foi necessário vacinar os rebanhos e a defesa agropecuária visitava as propriedades para imunizar os animais, com o programa Agulha Oficial. Além disso, havia ações de monitoramento e controle, como por exemplo a interdição de propriedades com foco da doença. O último caso de febre aftosa foi registrado na década de 1990 e, em 2000, Santa Catarina suspendeu a vacinação dos bovinos.

Mesmo que o país todo tenha agora o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, ainda é preciso estar atento. “O reingresso da febre aftosa no continente europeu demonstra que não podemos baixar a guarda. Mesmo que estejamos há 33 anos sem nenhum foco em Santa Catarina, ainda há casos no mundo e precisamos manter a vigilância para evitar que esse vírus reingresse e atinja nosso rebanho”, completa a diretora Débora Reis Trindade Andrade.
O papel dos produtores rurais é vital para que este status seja mantido. Em caso de suspeita desta e de outras doenças de notificação obrigatória (como a raiva dos herbívoros, a brucelose e a tuberculose), o pecuarista deve notificar a Cidasc. A brincagem dos bovinos e o sistema de controle de trânsito, com a emissão das Guias de Trânsito Animal, são medidas necessárias para o controle de diversas doenças e para o planejamento das políticas públicas voltadas à sanidade animal.
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