
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informa aos produtores rurais do município de Angelina que foi confirmado, em 2026, um foco de raiva em um herbívoro no município.
Historicamente, Angelina já registrou ocorrências da doença nos anos de 2007, 2009, 2017, 2019, 2022 e, novamente, em 2026, demonstrando a persistência da circulação viral na região e a necessidade permanente de vigilância e prevenção.
Em Santa Catarina, no ano de 2026, também foram registrados focos de raiva em herbívoros nos municípios de São José do Cedro, Chapecó, Campo Alegre, São Francisco do Sul, Indaial, Bocaina do Sul, Major Gercino, Orleans e Pescaria Brava. Além disso, foram identificados morcegos positivos para raiva nos municípios de Caçador e Criciúma; entretanto, nesses casos tratava-se de morcegos não hematófagos, cuja condução sanitária compete à Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE).
A raiva é uma doença viral fatal, transmissível aos animais e aos seres humanos, sendo o morcego hematófago (Desmodus rotundus) o principal transmissor da enfermidade em herbívoros no meio rural. A doença possui letalidade próxima de 100%, tornando a prevenção a principal ferramenta de proteção sanitária.
Diante deste cenário, a Cidasc reforça aos produtores rurais de Angelina a importância das seguintes medidas:
1. Realizar a vacinação preventiva dos herbívoros, especialmente bovinos, equinos, ovinos e caprinos;
2. Manter o esquema vacinal atualizado conforme orientação abaixo:
- a. 1ª dose, reforço em 30 dias e depois reforços a cada 180 dias.
- IMPORTANTE! Devido ao caso recente e a circulação viral na região, o reforço semestral mantém o rebanho protegido de forma adequada.
- b. Animais com a vacinação anual em dia, adiantar o reforço para 6 meses, ou imediatamente, e adequar as novas aplicações da vacina para a cada 180 dias..
- c. Animais com vacinação atrasada, considerar como não vacinados e seguir o esquema do item “a”.
3. Observar atentamente sinais clínicos compatíveis com síndrome nervosa, tais como:
- a. isolamento do rebanho;
- b. comportamento anormal;
- c. andar cambaleante;
- d. salivação excessiva;
- e. paralisia progressiva;
4. Comunicar imediatamente à Cidasc qualquer suspeita de raiva ou síndrome nervosa;
5. Nunca manipular animais suspeitos sem orientação técnica;
6. Informar à Cidasc a presença de possíveis abrigos de morcegos hematófagos ou aumento de ataques em animais.
A notificação rápida permite que médicos veterinários oficiais da CIDASC realizem a investigação epidemiológica, coleta de material para diagnóstico laboratorial e adoção das medidas de controle da raiva dos herbívoros.
A vacinação dos rebanhos associada à notificação imediata das suspeitas é fundamental para proteger os produtores rurais e suas famílias, seus rebanhos e a saúde pública.
Em caso de suspeita, procure imediatamente o escritório local da Cidasc.
A colaboração dos produtores é essencial para o controle efetivo da raiva em Santa Catarina.
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