Entre os dias 13 e 16 de maio, Florianópolis recebeu o 25º Congresso Brasileiro de Apicultura e o 11º Congresso Brasileiro de Meliponicultura, o Conbrapi. Com o tema “Abelha, Natureza e Vida”, o evento reuniu um público estimado de 2.500 pessoas, entre apicultores, meliponicultores, pesquisadores, técnicos e representantes de instituições de todo o Brasil. A programação contou com minicursos, palestras e painéis com conferencistas nacionais e internacionais. Paralelamente, a ExpoFeira reuniu cerca de 70 expositores. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) também marcou presença no evento, levando informações sobre o trabalho de defesa agropecuária junto aos produtores, desde o cadastro de colmeias até a inspeção de produtos, o monitoramento e o controle de doenças e pragas que podem afetar as abelhas.

Santa Catarina tem papel de destaque na cadeia produtiva do mel. O estado conta com cerca de 14,4 mil apicultores, produz mais de 4,2 mil toneladas de mel e ocupou, em 2024, a posição de terceiro maior exportador nacional do produto. A atuação da Cidasc em sanidade animal contribui para fortalecer essa cadeia produtiva, e parte dessa experiência foi compartilhada durante o Conbrapi.

Na solenidade de abertura, a diretora de Defesa Agropecuária da Cidasc, Débora Reis Trindade de Andrade, falou sobre a importância do cadastro de colmeias e das Guias de Trânsito Animal (GTAs) para garantir a rastreabilidade e o controle da circulação dos animais. Segundo ela, essas medidas são fundamentais para identificar e agir rapidamente em caso de enfermidades ou outras emergências sanitárias, contribuindo para os resultados expressivos de Santa Catarina na produção e exportação de mel.

Os aspectos práticos dessa atuação foram tratados nos painéis temáticos, com destaque para a Aethina tumida, enfermidade causada pelo pequeno besouro das colmeias. “Esta enfermidade foi detectada pela primeira vez em Santa Catarina no ano passado e, diferente de outros estados, conseguimos eliminar o foco, que estava em São Joaquim”, explica o Coordenador Estadual de Sanidade Apícola da Cidasc, Pedro Mansur Sesterhenn.

Durante sua participação, Sesterhenn também abordou a importância do cadastro de colmeias para a organização e a segurança sanitária da atividade. “Santa Catarina se destaca pelo associativismo entre federações e órgãos de extensão. O cadastro representa não só uma ferramenta de desenvolvimento do setor, pela importância para a promoção de políticas públicas, mas também uma forma de controle do trânsito e de enfermidades que podem ingressar no estado. A eliminação do foco de Aethina tumida teve sucesso porque os produtores estavam cadastrados e pudemos rastrear a origem dos animais e verificar se havia outros focos da doença”, completa. Durante o próprio Conbrapi, foram realizados cadastros e emissão de GTAs, já que o evento também contou com a comercialização de colmeias.

O trabalho em sanidade apícola é conduzido em Santa Catarina por uma equipe de 41 médicos-veterinários, com atuação nos 19 departamentos regionais da Cidasc. Em parceria com produtores, associações, federações, universidades e instituições como Epagri, Sebrae e Senar, a Companhia contribui para fortalecer uma atividade essencial para a produção de alimentos, a biodiversidade e o desenvolvimento do agro catarinense. Além disso, atuando desde os apiários à inspeção de produtos para o consumidor final, a Cidasc promove saúde única, cuidando das abelhas, do meio ambiente e das pessoas.