
Você compra peixe confiando naquilo que está no rótulo. Mas será que o produto é mesmo o que diz ser? A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) chama a atenção, neste mês de maio, para o combate à fraude em pescado – uma ação que vai além da defesa do consumidor e se conecta diretamente ao conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental.
A fraude em pescado é uma prática que compromete a segurança dos alimentos, gera prejuízos econômicos e fragiliza a confiança no mercado. Entre as irregularidades mais comuns estão a substituição de espécies, quando um peixe de menor valor é vendido como outro mais valorizado, o glaciamento excessivo, que aumenta artificialmente o peso do produto, e a comercialização sem inspeção sanitária.
Em alguns casos, o problema não é apenas financeiro. Quando não há garantia sobre a origem e a identidade do produto, o risco à saúde também aumenta.
Para enfrentar essas irregularidades, a atuação ocorre de forma contínua ao longo de toda a cadeia produtiva, com fiscalização em estabelecimentos, verificação da rotulagem, controle dos processos e coleta de amostras para análises laboratoriais.
Um dos principais aliados nesse trabalho é a tecnologia. No laboratório da Cidasc em Joinville, o sequenciamento de DNA permite identificar com precisão a espécie do pescado comercializado, confirmando sua autenticidade e revelando fraudes que não podem ser detectadas apenas pela aparência. A ferramenta reforça o controle sanitário e amplia a proteção ao consumidor.

A rastreabilidade do produto – desde a origem até o ponto de venda – também é fundamental para garantir transparência e confiabilidade ao mercado.
Mas o controle não termina na fiscalização. O consumidor é parte essencial desse processo.
Na hora da compra, alguns cuidados fazem a diferença:

– Observe a aparência do peixe: O pescado deve apresentar aparência fresca, olhos brilhantes e pele úmida. Evite produtos com aspecto ressecado ou odor forte;
– Verifique a conservação: Peixes frescos devem estar mantidos sob refrigeração e os congelados devem permanecer em freezers adequados;
– Confira o rótulo: Produtos embalados devem apresentar informações como nome da espécie, data de validade, procedência;
– Prefira estabelecimentos regularizados: Compre em locais que adotem boas práticas de higiene e conservação dos alimentos; e
– Observe o selo de inspeção: O selo de inspeção sanitária (Serviço de Inspeção Federal – SIF, Serviço de Inspeção Estadual – SIE, Serviço de Inspeção Municipal – SIM, ou Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – Sisbi-POA), indica que o produto passou por controle oficial, garantindo mais segurança para o consumidor.
Essas atitudes ajudam a coibir irregularidades e fortalecem a segurança dos alimentos.

Combater a fraude em pescado é garantir que o que chega à sua mesa seja, de fato, o que você escolheu. É proteger a saúde da população, valorizar quem produz corretamente e preservar a confiança em toda a cadeia produtiva.
Em maio, a Cidasc reforça o alerta: quando o assunto é alimento, informação e cuidado fazem toda a diferença. Porque saber o que você está comendo também é uma forma de cuidar da sua saúde, dos animais e do meio ambiente. É Saúde Única na prática.
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