
O cancro europeu das pomáceas é uma das principais ameaças à produção de maçã e exige atenção constante nos pomares. Causada pelo fungo Neonectria ditissima, a doença pode comprometer o desenvolvimento das plantas e, em casos mais severos, levar à morte das macieiras.
O tema integra a programação da primeira semana da campanha de maio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), dedicada à Defesa Sanitária Vegetal. A iniciativa reforça a importância da prevenção e do monitoramento no controle de pragas e doenças que impactam diretamente a produção e a qualidade dos alimentos.
Cidasc leva debate sobre sanidade vegetal à Alesc
Como parte das ações do período, no dia 5 de maio (terça-feira), a Cidasc participou de reunião da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Na ocasião, o engenheiro-agrônomo e gestor do Departamento Estadual de Defesa Vegetal (Dedev), Alexandre Mees, abordou o tema do caruru-gigante, planta invasora já identificada no Estado, reforçando a importância da vigilância e do controle fitossanitário.

A participação também contou com a presença da presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, fortalecendo o diálogo institucional sobre os desafios e as estratégias da defesa agropecuária em Santa Catarina.
Cancro europeu
Na prática, o cancro europeu se instala a partir de ferimentos nos ramos – causados por poda, granizo ou outros danos – e evolui com lesões que se aprofundam na madeira. Um dos desafios é que o fungo pode permanecer latente por longos períodos, dificultando a identificação precoce e favorecendo sua disseminação no pomar.
Para a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, o enfrentamento da doença depende da atenção constante e da adoção de medidas adequadas. “A identificação precoce e a eliminação dos focos são fundamentais para evitar a disseminação do cancro europeu. A Cidasc atua orientando os produtores e monitorando as áreas produtivas, protegendo a fruticultura e garantindo a sustentabilidade da produção catarinense”, destaca.
Identificação correta é fundamental
O reconhecimento dos sintomas é o primeiro passo para o controle da doença. Entre os principais sinais de alerta estão:

- lesões afundadas e de coloração marrom-escura na casca de ramos e troncos;
- secamento de ramos, principalmente os mais jovens;
- rachaduras e necroses profundas, com formação de calos ao redor da lesão;
- presença de estruturas do fungo nas lesões; e
- podridão firme em frutos, com coloração escura e rachaduras próximas ao cálice.

A atenção a esses sintomas permite agir rapidamente e reduzir o risco de disseminação dentro do pomar.


O que fazer ao identificar a doença
Ao identificar sinais de cancro europeu, a recomendação é agir imediatamente. Entre as principais medidas estão:
- eliminar os ramos ou plantas afetadas já nos primeiros sintomas;
- destruir corretamente o material contaminado, por meio de queima ou enterrio, evitando sua permanência no pomar;
- desinfetar ferramentas utilizadas em podas e manejos;
- remover frutos remanescentes após a colheita, inclusive aqueles sem sintomas aparentes; e
- adotar práticas preventivas e tratamentos conforme orientação técnica.
Em casos de suspeita ou maior incidência, o produtor deve procurar a Cidasc para orientação e acompanhamento.



Prevenção é a melhor estratégia
A adoção de boas práticas é essencial para evitar a entrada e a disseminação da doença. Entre as principais recomendações estão a utilização de mudas certificadas, provenientes de viveiros registrados, e o controle rigoroso do trânsito de materiais vegetais.
A atuação da Cidasc inclui monitoramento das áreas produtoras, fiscalização do trânsito vegetal e orientação técnica aos produtores, em conformidade com programas estadual e nacional de controle da doença.
Esse trabalho está alinhado ao conceito de Saúde Única, que conecta a sanidade vegetal à qualidade dos alimentos, ao meio ambiente e à saúde da população.
Responsabilidade compartilhada
A defesa sanitária é um compromisso coletivo. Produtores, técnicos, instituições e a comunidade têm papel fundamental na prevenção e no controle do cancro europeu.
Identificar, comunicar e agir rapidamente são atitudes que protegem os pomares e evitam prejuízos econômicos e produtivos.
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Alessandra Carvalho
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