Planta invasora de alto impacto pode comprometer a produtividade e reforça a importância da vigilância no campo. Arte: Ascom/Cidasc.

O avanço de plantas invasoras como o caruru-gigante (Amaranthus palmeri) representa um desafio crescente para a agricultura. Com alto potencial de disseminação e difícil controle, a espécie exige atenção redobrada dos produtores e reforça a importância do monitoramento constante nas lavouras.

O tema integra a programação da primeira semana da campanha de maio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), dedicada à Defesa Sanitária Vegetal. A iniciativa destaca o papel da prevenção no enfrentamento de pragas e doenças que impactam diretamente a produção e a qualidade dos alimentos.

Na prática, o caruru-gigante se diferencia por características que favorecem sua rápida expansão, como o crescimento acelerado, a elevada produção de sementes e a resistência a herbicidas. Quando não identificado precocemente, pode competir de forma agressiva com culturas como soja, milho e algodão, causando prejuízos significativos à produtividade.

Para a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, o enfrentamento desse tipo de ameaça passa pela atuação conjunta entre produtores e o serviço oficial. “A identificação precoce e o manejo adequado são fundamentais para evitar a disseminação do caruru-gigante. A Cidasc atua ao lado do produtor, com orientação técnica e monitoramento, para proteger a produção e garantir a sustentabilidade da agricultura catarinense”, destaca.

“Promover a sanidade agropecuária é proteger a produção, a saúde da população e fortalecer políticas públicas que sustentam o desenvolvimento do Estado. Esse trabalho também amplia a presença de Santa Catarina no mercado internacional, hoje cerca de 65% das exportações catarinenses vêm do agro, reforçando nossa credibilidade e competitividade com alimentos seguros e de qualidade”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Identificação correta é o primeiro passo

O caruru-gigante pode ser confundido com outras espécies do mesmo gênero, o que torna essencial a correta identificação. Por isso, o acompanhamento técnico e o conhecimento das características da planta são fundamentais para um controle eficiente.

A.palmeri – planta masculina – detalhe mancha nas folhas. Foto: Diogo Deoti/Cidasc.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • crescimento rápido e porte elevado;
  • alta capacidade de produção de sementes;
  • forte competição com culturas agrícolas; e
  • dificuldade de controle, especialmente em casos de resistência.
Flores femininas e sementes – Amaranthus ssp. (SC-2024).

Diante desse cenário, a recomendação é adotar estratégias integradas de manejo, com monitoramento frequente, eliminação precoce das plantas e uso combinado de técnicas de controle.

Prevenção protege a produção e a qualidade dos alimentos

A atuação da Cidasc inclui orientação técnica, fiscalização e ações educativas voltadas aos produtores, fortalecendo a defesa sanitária vegetal em Santa Catarina.

Praga de alto risco foi identificada em propriedade rural de Campo Erê – SC.

Esse trabalho está alinhado ao conceito de Saúde Única, que conecta a produção no campo à saúde das pessoas e ao equilíbrio ambiental. Ao conter a disseminação do caruru-gigante, também se preserva a produtividade, a sustentabilidade dos sistemas agrícolas e a segurança dos alimentos.

Orientação ao produtor

Ao identificar suspeitas da presença de caruru-gigante, a recomendação é procurar o escritório local da Cidasc para receber orientação técnica.

O controle eficaz começa com informação e ação no momento certo – e é esse cuidado que sustenta a qualidade da produção agropecuária catarinense.

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Alessandra Carvalho
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