Foto: Assessoria de Comunicação – Prefeitura Municipal de Maravilha

“Meu avô já trabalhava com abelhas em Joaçaba e veio morar aqui em 1952. Nos anos 60, começou a implantar as caixas de abelhas em Maravilha. Desde criança, eu estava sempre junto com ele e assim tomei gosto pela atividade. Aprendi a fazer caixa, caixilho, tudo ali. A gente aprendeu com ele e está dando sequência com muito gosto”, conta o apicultor Verno Luneburger, do Apiário Três Coqueiros, de Maravilha. Mais de 60 anos depois do início dessa trajetória familiar, o empreendimento foi contemplado com o Selo ARTE da Cidasc para dois produtos: mel e extrato de própolis. A entrega dos selos ocorreu no dia 17 de abril, na propriedade da família, com a participação da equipe do Departamento Regional da Cidasc de Chapecó, do prefeito de Maravilha, Vinícius Ventura, e de representantes da Epagri e do Senar, instituições parceiras na assistência técnica ao apiário. A certificação é a primeira concedida no município do Extremo-Oeste catarinense.

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Da prática tradicional iniciada pelo avô de Verno, o trabalho ganhou impulso há 10 anos, com apoio técnico e gerencial do Senar para a estruturação da agroindústria da família, fundada em 2022. Hoje, ao lado de Verno, trabalham na atividade a mãe dele, Ilaci, e o filho, Vanderson Luis, de 19 anos. “Desde os 10 anos de idade comecei a ir ao apiário com meu pai e, quando ele permitiu, comecei na agroindústria também. Pretendo continuar, buscar mais conhecimento e aplicar isso para melhorar nosso produto e nossa qualidade de vida”, conta o jovem apicultor.

Foto: Assessoria de Comunicação – Prefeitura Municipal de Maravilha

A certificação concedida pela Cidasc soma-se a uma trajetória de reconhecimento da família Luneburger na apicultura. Em 2024, o Apiário Três Coqueiros conquistou o terceiro lugar na categoria de melhor mel claro do país no Prêmio CNA Brasil Artesanal. “O grande diferencial da qualidade do mel é a multi-floração, a diversidade de floradas em todas as épocas do ano. Mas a que é o xodó da região é o mel de uva-japão, também conhecida como florada de angico”, explica Verno. Além dos fatores naturais, ele destaca que os cuidados na colheita e na extração também são determinantes. “São pequenos detalhes que fazem a qualidade do mel”, resume.

Ivan Ulsenheimer, gestor regional da Cidasc de Chapecó, explica que o Apiário Três Coqueiros já contava com o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), resultado do acompanhamento da médica-veterinária da companhia, Marta Helena Garcia Mainardi. A este trabalho, somou-se a parceria do município, do Senar e da Epagri para a família ampliar a produção e, posteriormente, buscar o Selo ARTE para acessar novos mercados. Vanderson, que está à frente da comercialização e das redes sociais do apiário, afirma que a produção média é de 5 mil quilos de mel por ano, podendo variar conforme o clima e a floração. “Até o momento, comercializamos o mel principalmente aqui no município. Com o Selo ARTE, vamos poder expandir o mercado para outras regiões do estado e, quem sabe, para outros lugares do Brasil”, avalia.

Para a família, a certificação representa o reconhecimento de anos de dedicação à atividade. “Esse selo demonstra que a gente está no caminho certo. Anos de dedicação e empenho deram bons frutos, que estamos colhendo hoje. E pretendemos continuar assim, pois sabemos que o consumidor exige produto de qualidade. Por isso, buscamos sempre trazer o nosso melhor na agroindústria”, afirma Vanderson. Ivan Ulsenheimer complementa que, além de reconhecer a excelência e a qualidade artesanal do mel e do extrato de própolis do Apiário Três Coqueiros, a concessão dos dois Selos ARTE fortalece a produção catarinense como um todo.

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Atualmente, mais de 450 produtos catarinenses têm Selo ARTE. Para obter a certificação, as agroindústrias devem estar registradas em um serviço de inspeção sanitária, seja o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) ou o Serviço de Inspeção Estadual (SIE), e apresentar um memorial descritivo que comprove o caráter artesanal e tradicional do processo produtivo, bem como a origem da matéria-prima. Além da análise documental, a Cidasc realiza vistoria técnica na agroindústria para verificar se os requisitos necessários à concessão do selo são atendidos.

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