Em Santa Catarina, datas de início serão em 13 de junho e quatro de julho, conforme região

As datas para o vazio sanitário e para semeadura da soja da próxima safra estão definidas na portaria n° 1579, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Diário Oficial da União em 9 de abril. O cronograma tem datas diferenciadas por estado e em alguns deles, como Santa Catarina, há também regionalização.
Na região II, que compreende a maior parte do território catarinense (incluindo as regiões Oeste, Meio Oeste, Serra, Planalto Norte e Vale do Itajaí), o período do vazio sanitário será de 13 de junho a 21 de setembro. Nas propriedades catarinenses localizadas na região I (em 47 municípios próximos ao litoral sul do estado, como Jacinto Machado, Orleans e Braço do Norte), o período de vazio sanitário será de 4 de julho a 12 de outubro. (veja o mapa). Já os períodos de plantio serão de 22 de setembro a 22 de janeiro (região II) e de 13 de outubro a 10 de fevereiro (região I).
O calendário de vazio sanitário e de plantio é parte fundamental do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que em Santa Catarina é executado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A praga, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das principais ameaças à sojicultura.

O vazio sanitário é uma medida de controle cultural, que exige que todos os produtores eliminem as plantas de soja (em qualquer estágio de desenvolvimento) de seus campos durante um período. Sem plantas hospedeiras, o fungo terá mais dificuldade para se reproduzir. Quando houver o plantio, o produtor necessitará aplicar menos fungicidas para preservar sua lavoura.
“A eliminação da soja que germina dos grãos perdidos na colheita e o plantio de culturas de inverno ou uso de plantas de cobertura, facilitam o manejo do vazio sanitário e protegem o solo durante o inverno, facilitando o manejo de plantas daninhas como um todo e melhorando as condições para a próxima safra de verão”, explica o engenheiro-agrônomo Diogo Antonio Deoti, coordenador do Programa Estadual de Sanidade das Grandes Culturas na Cidasc.
Conforme o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, o tripé do controle da ferrugem são o vazio sanitário, o calendário de plantio e o cadastro das lavouras, permitindo assim a ausência do fungo na entressafra, a concentração dos cultivos numa determinada época do ano e o acompanhamento e monitoramento da ocorrência da doença nos cultivos estabelecidos. Desta maneira, há uma menor pressão da doença sobre as plantas. Em caso de dúvidas, procure a Cidasc ou o profissional que presta assistência técnica em sua propriedade.
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