Foto: Ascom/Cidasc.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) publicou o calendário do vazio sanitário do maracujazeiro para o ano de 2026/2027. A medida, oficializada pela Resolução de Diretoria n.º 03/2026, no Diário Oficial do Estado (DOE/SC), n.º 22.735, de 15 de abril, integra o plano estadual de prevenção e controle da principal virose da cultura e será iniciada em 1º de julho de 2026, sem alterações em relação ao ciclo anterior.

O vazio sanitário consiste na eliminação total das plantas vivas de maracujá-azedo (Passiflora edulis) por um período mínimo de 30 dias, de forma sincronizada dentro de cada região produtora. Esta ação visa interromper o ciclo de disseminação do Cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV), causador da doença conhecida como “endurecimento dos frutos”, que compromete a qualidade, reduz o rendimento da polpa e torna o fruto inadequado para o comércio.

A ação encontra respaldo legal na Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) n.º 5/2014, que reconhece o vazio sanitário como ferramenta oficial de defesa sanitária vegetal para controle de pragas e doenças não quarentenárias de interesse econômico. No âmbito estadual, a implementação está embasada na Portaria da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária n.º 17/2022 e na Lei Estadual n.º 17.825/2019, que rege o Sistema de Defesa Sanitária Vegetal de Santa Catarina.

Foto: Ascom/Cidasc.

A definição das datas e regiões foi construída em parceria com pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), extensionistas, lideranças do setor produtivo e secretarias municipais de agricultura, e equipes da Cidasc que atuam com a cultura, considerando o histórico das safras anteriores. Neste ano, a consulta ao setor também contou com manifestação por meio de formulário on-line. A manutenção do calendário evidencia a maturidade e o sucesso da adoção do vazio sanitário, agora em sua sétima edição consecutiva.

O CABMV, que causa o endurecimento dos frutos, é considerado a principal virose do maracujazeiro no Brasil e no mundo, destacando-se pelo seu alto potencial destrutivo e rápida disseminação. A doença é transmitida principalmente por mudas infectadas, pela ação de pulgões vetores e por inoculação mecânica via ferramentas de poda contaminadas.

De acordo com Alexandre Mees, engenheiro-agrônomo e gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Dedev) da Cidasc, “o vazio sanitário é uma estratégia essencial para o manejo da virose do endurecimento dos frutos, pois atua diretamente na redução da pressão da doença entre uma safra e outra. Quando realizado de forma coletiva e no período correto, ele diminui significativamente a presença do vírus no campo, protegendo os novos plantios e contribuindo para a sustentabilidade da cadeia produtiva do maracujá em Santa Catarina”, destaca Mees.

Durante o período do vazio sanitário, as equipes da Cidasc intensificarão as ações de fiscalização, orientação técnica e educação fitossanitária para garantir a eficácia da medida e prevenir irregularidades.

Calendário do Vazio Sanitário do Maracujazeiro – 2026
O calendário foi organizado de forma escalonada para atender às diferentes realidades climáticas e produtivas do estado.

A ação preventiva acontece em três etapas, conforme as regiões produtoras:

Ação fitossanitária ocorre em três etapas regionais e visa reduzir a incidência do vírus nos pomares de maracujá. Arte: Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Dedev) da Cidasc.

Região I, de 1º de julho a 30 de julho de 2026:

Araquari, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Barra do Sul, Balneário Gaivota, Balneário Rincão, Barra Velha, Corupá, Criciúma, Ermo, Forquilhinha, Garuva, Guaramirim, Içara, Itapoá, Jacinto Machado, Jaraguá do Sul, Joinville, Maracajá, Massaranduba, Meleiro, Morro Grande, Passo de Torres, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú, São João do Sul, Schroeder, Sombrio, Timbé do Sul e Turvo.

Região II, de 11 de julho a 9 de agosto de 2026:

Ascurra, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Benedito Novo, Biguaçu, Blumenau, Bombinhas, Brusque, Camboriú, Campo Alegre, Canelinha, Capivari de Baixo, Cocal do Sul, Doutor Pedrinho, Florianópolis, Garopaba, Gaspar, Governador Celso Ramos, Guabiruba, Ilhota, Imaruí, Imbituba, Indaial, Itajaí, Itapema, Jaguaruna, Laguna, Luiz Alves, Morro da Fumaça, Navegantes, Nova Veneza, Palhoça, Paulo Lopes, Penha, Pomerode, Porto Belo, Rio dos Cedros, Rio Negrinho, Rodeio, Sangão, São Bento do Sul, São José, Siderópolis, Tijucas e Timbó.

Região III, de 21 de julho a 19 de agosto de 2026:

Demais municípios catarinenses.

Destaque Nacional

Santa Catarina se destaca como o terceiro maior produtor de maracujá do Brasil. A adesão dos produtores às orientações fitossanitárias é fundamental para proteger a produção estadual, garantir a qualidade dos frutos e manter a competitividade no cenário nacional.

Orientações aos produtores

  • Eliminar totalmente as plantas de maracujazeiro durante o período de vazio sanitário em sua respectiva região;
  • Produzir mudas somente em ambientes protegidos (viveiros telados) e realizar o plantio apenas após o término do vazio sanitário;
  • Solicitar autorização à Cidasc para aquisição de mudas oriundas de outros estados; e
  • Em caso de dúvidas, procurar os Departamentos Regionais da Cidasc.

+Inf.: Na página oficial do Programa Estadual de Sanidade do Maracujazeiro da Cidasc.

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