
Tecnologia de análise de DNA da Cidasc ajuda a identificar espécies de pescado e combater fraudes no comércio, especialmente na Semana Santa
Com a chegada da Semana Santa, período em que tradicionalmente aumenta o consumo de pescado, cresce também a atenção dos consumidores à qualidade e à procedência dos produtos. Mas uma dúvida pode surgir na hora da compra: o peixe vendido é realmente a espécie indicada no rótulo?
Em Santa Catarina, a tecnologia tornou-se uma aliada importante para garantir transparência e segurança ao consumidor. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) conta com um moderno sequenciador de DNA instalado no Laboratório Regional de Diagnóstico da companhia, em Joinville.
O equipamento permite analisar geneticamente amostras de peixes frescos e congelados e confirmar se a espécie comercializada corresponde à informada no rótulo. Na prática, o exame identifica o DNA do pescado e possibilita detectar possíveis fraudes, como a substituição de espécies de maior valor comercial por outras mais baratas. A tecnologia é considerada uma das mais modernas ferramentas da biologia molecular aplicadas à fiscalização de alimentos.
Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, o novo equipamento fortalece as ações de controle sanitário e amplia a proteção ao consumidor catarinense. “A utilização da análise genética representa um avanço importante para a fiscalização sanitária no Estado. Com essa tecnologia, conseguimos verificar com precisão se o pescado vendido corresponde ao que está indicado no rótulo, contribuindo para combater fraudes e garantir mais transparência e segurança ao consumidor”, destaca.
Tecnologia ajuda a combater fraudes no pescado

Fraudes na comercialização de pescado podem ocorrer quando espécies diferentes são vendidas como se fossem outras de maior valor ou mais conhecidas pelo consumidor. Em alguns casos, peixes de menor valor comercial acabam sendo rotulados como espécies mais valorizadas no mercado.
A análise genética permite confirmar com precisão a identidade da espécie comercializada, contribuindo para a transparência nas relações de consumo e para a proteção do consumidor.
O sequenciador genético implanta um sistema inédito em Santa Catarina para verificar a autenticidade das espécies de peixe comercializadas. Com alto nível de precisão, a tecnologia fortalece o controle da qualidade dos alimentos e aumenta a confiança do consumidor.
O equipamento foi adquirido pela Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca por meio do Programa Pescados SC, com investimento de R$ 735.488,00, e cedido à Cidasc para operação no laboratório regional da companhia em Joinville.
Para o secretário executivo de Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, a iniciativa representa um avanço importante para a cadeia produtiva do pescado no Estado e marca uma virada no controle da qualidade do pescado em Santa Catarina. “Estamos incorporando tecnologia para identificar fraudes e coibir práticas como a substituição indevida de espécies – como a venda de panga como linguado, ou a comercialização de peixes salgados e secos de espécies que não podem ser rotuladas como bacalhau, sendo anunciados como tal”, afirma.
As coletas de amostras no comércio são realizadas com apoio do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de Santa Catarina (Procon/SC) e do Instituto de Metrologia de Santa Catarina (Imetro-SC). A Cidasc fica responsável pela logística das análises, capacitação das equipes envolvidas e realização dos exames laboratoriais.
Estrutura laboratorial apoia defesa sanitária
O Laboratório Regional de Diagnóstico da Cidasc de Joinville apoia as ações de Defesa Sanitária Animal em todo o Estado. No local são realizados exames importantes, como o diagnóstico de raiva pela técnica de imunofluorescência direta, atividades de vigilância ativa da brucelose e a produção de meios que garantem a conservação adequada das amostras coletadas em campo.
A estrutura laboratorial da companhia contribui para o monitoramento de doenças, o controle sanitário e o fortalecimento das ações de fiscalização de produtos de origem animal em Santa Catarina.
Com o aumento da procura por peixe durante a Semana Santa, iniciativas como essa reforçam o controle sobre a qualidade dos produtos comercializados e contribuem para que o consumidor tenha mais segurança na hora de escolher o pescado que vai à mesa.
O que é o sequenciamento de DNA do pescado?
O sequenciamento de DNA é uma técnica de laboratório que permite identificar com precisão a espécie de um animal por meio da análise do seu material genético. No caso do pescado, pequenas amostras do peixe são analisadas para verificar o código genético da espécie.
Cada espécie possui um DNA próprio, como se fosse uma “impressão digital”. Ao comparar esse material genético com bancos de dados científicos, os técnicos conseguem confirmar qual é a espécie analisada. Dessa forma, é possível verificar se o peixe vendido corresponde realmente ao que está indicado no rótulo.
Como escolher pescado com segurança na Semana Santa
Para ajudar o consumidor na hora da compra, a Cidasc orienta observar alguns cuidados importantes:
– Observe a aparência do peixe: O pescado deve apresentar aparência fresca, olhos brilhantes e pele úmida. Evite produtos com aspecto ressecado ou odor forte;
– Verifique a conservação: Peixes frescos devem estar mantidos sob refrigeração e os congelados devem permanecer em freezers adequados;
– Confira o rótulo: Produtos embalados devem apresentar informações como nome da espécie, data de validade, procedência;
– Prefira estabelecimentos regularizados: Compre em locais que adotem boas práticas de higiene e conservação dos alimentos; e
– Observe o selo de inspeção: O selo de inspeção sanitária (Serviço de Inspeção Federal – SIF, Serviço de Inspeção Estadual – SIE, Serviço de Inspeção Municipal – SIM, ou Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – Sisbi-POA), indica que o produto passou por controle oficial, garantindo mais segurança para o consumidor.
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Alessandra Carvalho
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