Foto: Ascom/Cidasc.

A “carne na lata” é uma tradição anterior à popularização das geladeiras, surgindo da necessidade de armazenar e conservar a carne suína por períodos maiores. Agora essa iguaria retorna ao paladar catarinense com registro no Serviço de Inspeção Estadual da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A agroindústria Carnes Arvoredo Ltda (registrada no Serviço de Inspeção Estadual – SIE n.º 416), de Xanxerê, foi a responsável por resgatar a tradição da “carne na lata” – temperada cozida de suíno em conserva, e recebeu o registro para produção, nesta quarta-feira (13/03).

Foto: Ascom/Cidasc.

Para fabricar a “carne na lata”, o estabelecimento deve respeitar as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que permeia a sua produção, com orientação sobre processo de fabricação, controle e rotulagem. Conforme o médico veterinário e coordenador Estadual de Inspeção de Abatedouros Frigoríficos de Suínos e Aves, do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Deinp) da Cidasc, Henrique Sávio de Souza Pereira, os produtos que não tem Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade (RTIQ) podem ser submetidos à análise da coordenação de produtos cárneos do Deinp, para que o estabelecimento tenha a aprovação e liberação do produto para comércio estadual. 

“Vale ressaltar que desta forma, os estabelecimentos têm a liberdade para diversificar os produtos ofertados, com o aval técnico e garantia de segurança alimentar, concedido por meio da aprovação do médico veterinário da Cidasc”, explica o médico veterinário Henrique Sávio de Souza Pereira.

O sócio-proprietário da agroindústria Carnes Arvoredo Ltda, Roberto Carlos Meneguzzi, comenta que o registro da “carne na lata” é recebido com muita alegria. “Este produto faz parte da nossa história, pois quando criança era um alimento que sempre estava presente em nossa mesa e é também uma forma de gratidão e de homenagear meus pais. Ele fará parte do nosso portfólio, teremos uma iguaria saborosa e prática que desperta um sabor de infância”, relembra Roberto.

Foto: Ascom/Cidasc.

Além do coordenador Estadual, Henrique Sávio de Souza Pereira, participaram do processo de registro do “carne na lata” (produtos de origem animal não regulamentados), os médicos veterinários da Cidasc, o coordenador regional do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e coordenador estadual de Unidades de Beneficiamento de Carnes e Produtos Cárneos, Cláudio Machado Moreira; a coordenadora Estadual de Inspeção de Abatedouros Frigoríficos de Ruminantes, Flávia Klein; e a coordenadora regional do SIE de Xanxerê, Soraya Medeiros.

A médica veterinária Soraya Medeiros, avalia o registro da “carne na lata” um êxito para a empresa familiar registrada na Cidasc desde 2008. “Com o registro dos produtos no Serviço de Inspeção Estadual a agroindústria agrega valor ao que produz e fortalece o mercado regional, gera emprego e renda ao município de Xanxerê, além do consumidor, ter a garantia de que a empresa passou por uma intensa inspeção por parte da Cidasc quanto aos aspectos higiênico-sanitários dos alimentos produzidos”, destaca Soraya, que complementa ainda que “o registro veio coroar um trabalho técnico unindo uma tradição com um produto, que desperta boas memórias e afeto, e traz uma conexão emocional e especial com cada um que a consome, proporcionando uma sensação de acolhimento e felicidade”.

+“Carne na lata”

A “carne na lata” é um tipo de carne produzida por meio de um processo de conservação de alimentos, similar ao “confit” – nome que vem do francês e significa “cristalizado”, bastante apropriado para a aparência que os alimentos ficam, envoltos na gordura, uma espécie de película brilhante, ou seja, carne cozida na própria gordura. É comumente produzida no interior brasileiro, principalmente nos estados de Minas Gerais e de São Paulo para o armazenamento de carne suína.

Neste processo do Frigorífico Arvoredo, o corte cárneo eleito é o pernil suíno desossado. Fritado lentamente em sua própria gordura e em seguida armazenado na lata, oriundo desse processo a origem do seu nome, onde é coberto pela própria gordura quente, retirando assim grande parte da água e umidade do preparo. O prazo de validade do produto é de 180 dias.

No Brasil a técnica e o hábito do consumo da carne na banha se difundiram com a chegada dos colonizadores europeus que, além de gerarem maior demanda por alimentos que pudessem ser transportados e conservados, trouxeram, também, os primeiros suínos para o país. Porém, é possível remeter a técnica de conservação da carne em gordura também a um alimento de raízes indígenas, a mixira, tradicional em algumas partes da região amazônica. 

+Sobre a inspeção de produtos de origem animal: 

Para evitar riscos à saúde, o consumidor precisa ficar atento na hora da compra de alimentos de origem animal. Um dos principais pontos que o consumidor precisa observar é se o alimento de origem animal possui o Selo do Serviço de Inspeção: Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou Serviço de Inspeção Federal (SIF). 

O Selo de Inspeção é a garantia de que o produto passou por uma inspeção industrial e sanitária, conferindo alimentos de origem animal seguros, que atendem aos critérios exigidos por legislações.

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