{"id":405,"date":"2013-12-19T16:49:18","date_gmt":"2013-12-19T16:49:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cidasc.sc.gov.br\/defesasanitariavegetal\/?page_id=405"},"modified":"2014-01-20T22:31:06","modified_gmt":"2014-01-20T22:31:06","slug":"informe-fitossanitario-helicoverpa-armigera","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cidasc.sc.gov.br\/defesasanitariavegetal\/helicoverpa-armigera\/informe-fitossanitario-helicoverpa-armigera\/","title":{"rendered":"Informe Fitossanit\u00e1rio &#8211; Helicoverpa armigera"},"content":{"rendered":"<p>A\u00a0<em>Helicoverpa armigera<\/em> (H\u00fcbner) (Lepidoptera: Noctuidae)\u00a0\u00e9 uma praga que est\u00e1 sob controle oficial, que at\u00e9 ent\u00e3o era denominada de \u201clagarta do velho mundo\u201d, pois sua distribui\u00e7\u00e3o estava restrita a \u00c1sia, Europa, \u00c1frica e Austr\u00e1lia. Entretanto no in\u00edcio de 2013 a praga foi detectada no Brasil,\u00a0 e est\u00e1 presente em praticamente todas as regi\u00f5es agr\u00edcolas do pa\u00eds provocando severas perdas de produ\u00e7\u00e3o nos mais diversos cultivos.<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas que conferem o status de praga para essa esp\u00e9cies s\u00e3o o elevado grau de polifagia, dispers\u00e3o, fecundidade e adaptabilidade a diferentes ambientes.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>\u00a0Plantas\u00a0 Hospedeiras:<\/strong><\/span> Por ser altamente pol\u00edfaga a praga, nas regi\u00f5es de ocorr\u00eancia, tem sido registrada em pelo menos 60 plantas cultivadas e em 67 plantas silvestres de diferentes fam\u00edlias principalmente: Asteraceae, Fabaceae, Leguminaceae, Malvaceae, Poaceae e Solanaceae. A prefer\u00eancia por plantas hospedeiras pode ser influenciada por diversos fatores, como caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas, est\u00e1gios fenol\u00f3gicos e compostos vol\u00e1teis, al\u00e9m de caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas da planta hospedeira.<\/p>\n<p>O impacto decorrente da introdu\u00e7\u00e3o da<em> H. armigera<\/em> \u00e9 extremamente relevante diante do cen\u00e1rio agr\u00edcola\u00a0 catarinense, caracterizado pelo cultivo de diversas plantas hospedeiras da praga, dentre elas: <em>Allium cepa<\/em> (cebola), <em>Citrus sinensis<\/em> (laranja), <em>Glycine max<\/em> (soja), <em>Gossypium hirsutum<\/em> (algod\u00e3o),<em> Solanum esculentum<\/em> (tomate), <em>Malus domestica<\/em> (ma\u00e7\u00e3), <em>Nicotiana sp.<\/em> (tabaco), <em>Phaseolus vulgaris<\/em> (feij\u00e3o), <em>Solanum tuberosum<\/em> (batata), <em>Triticum aestivum<\/em> (trigo), <em>Zea mays<\/em> (milho), al\u00e9m de hortali\u00e7as, como, <em>Brassica oleracea<\/em> var. <em>botrytis<\/em> (couve-flor), <em>Brassica oleracea<\/em> var. <em>capitata<\/em> (repolho), <em>Lactuca sativa<\/em> (alface), <em>Solanum melongena<\/em> (berinjela).<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">\u00a0Dispers\u00e3o:<\/span> <\/strong>A migra\u00e7\u00e3o da praga \u00e9 realizada no per\u00edodo noturno, tornando poss\u00edvel\u00a0 o deslocamento a favor do vento em at\u00e9 300 Km em uma \u00fanica noite, chegando ao alcance de 1000Km.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Fecundidade:<\/span><\/strong> Possui alto potencial reprodutivo, uma f\u00eamea ovoposita de 1000 a 1500 ovos;<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Adaptabilidade a diferentes ambientes:<\/span> <\/strong>Como estrat\u00e9gia adaptativa a varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas pode ocorrer dipausa facultativa, tornando poss\u00edvel que se reproduzam e sobrevivam mesmo em regi\u00f5es mais frias como \u00e9 o Estado de Santa Catarina.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Identifica\u00e7\u00e3o:<\/span> <\/strong>A <em>Helicoverpa armigera<\/em> possuem alta plasticidade fenot\u00edpica,\u00a0 apresentando no per\u00edodo larval variada colora\u00e7\u00e3o relacionada geralmente a planta hospedeira que est\u00e1 presente. A esp\u00e9cie \u00e9 muito semelhante a <em>Helicoverpa zea,<\/em> n\u00e3o sendo poss\u00edvel a distin\u00e7\u00e3o visual. Para identificar a praga \u00e9 necess\u00e1rio o encaminhamento de amostras ao laborat\u00f3rio para an\u00e1lise de adultos por meio de caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas da genit\u00e1lia ou mesmo para identifica\u00e7\u00e3o molecular tanto de\u00a0 adultos quanto de imaturos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Monitoramento:<\/strong> <\/span>Para verificar a ocorr\u00eancia da <em>Helicoverpa armigera<\/em> \u00e9 importante que o produtor fa\u00e7a o monitoramento\u00a0 e o acompanhamento de sua lavoura. Recomenda-se a utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de pano de batida que consiste em um pano branco de um 1 m2 agitado entre duas linhas de cultivo para que lagartas caiam sobre o pano. \u00c9 importante tamb\u00e9m que o produtor fa\u00e7a a vistoria direcionada para estruturas como brotos novos, flores e outras estruturas reprodutivas, pois \u00e9 onde a lagarta dessa esp\u00e9cie costuma ser encontrada.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Controle:<\/strong><\/span> \u00c9 importante que a aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos seja realizado quando forem observadas um n\u00famero de lagartas igual ou superior aos n\u00edveis de a\u00e7\u00e3o para o controle. N\u00e3o \u00e9 recomendado o uso preventivo de inseticidas. No link sobre os agrot\u00f3xicos cadastrados para o controle da praga em Santa Catarina.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #339966;\"><em>Texto elaborado por: Fabiane dos Santos e Anna Cristina Xavier<\/em><\/span><\/p>\n<p><strong style=\"color: #008000;\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>AFZAL, M.; ASHFAQ, M.; BASHIR, M. H. Oviposition Responses of Helicoverpa armigera Towards the Morphological Plant Characters of Some Genotypes of Cotton. <strong>Pakistan J. Zool.<\/strong>, v. 44, n. 4, p. 1091\u20131097, 2012.<\/p>\n<p>FITT, G. P. THE ECOLOGY OF HELIOTHIS. <strong>Ann. Rev. Entomol<\/strong>. 1989, v. 34, n. 66, p. 17\u201352, 1989.<\/p>\n<p>MITTER, C.; POOLE, R. W.; MATTHEWS, M. BIOSYSTEMATICS OF THE HELIOTHINAE ( LEPIDOPTERA\u202f: NOCTUIDAE ) l. <strong>Annu. Rev. Enromol<\/strong>, n. 38, p. 207\u2013225, 1993.<\/p>\n<p>PAWAR, C. S.; REED, W. Heliothis\u202f: a Global Problem Workshop on Heliothis management. <strong>Anais.<\/strong>..1982<\/p>\n<p>POGUE, M. G. A New Synonym of Helicoverpa zea ( Boddie ) and Differentiation of Adult Males of H . zea and H . armigera ( H\u00fcbner ) ( Lepidoptera\u202f: Noctuidae\u202f: Heliothinae ) A New Synonym of Helicoverpa zea ( Boddie ) and Differentiation of Adult Males of H . zea and H.<strong> Annals of the Entomological Society of America<\/strong>, v. 97, n. 6, p. 1222\u20131226, 2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cidasc.sc.gov.br\/defesasanitariavegetal\/helicoverpa-armigera\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-469\" title=\"voltar1\" src=\"http:\/\/www.cidasc.sc.gov.br\/defesasanitariavegetal\/files\/2013\/12\/voltar11.jpg\" alt=\"\" width=\"126\" height=\"64\" srcset=\"https:\/\/www.cidasc.sc.gov.br\/defesasanitariavegetal\/files\/2013\/12\/voltar11.jpg 350w, https:\/\/www.cidasc.sc.gov.br\/defesasanitariavegetal\/files\/2013\/12\/voltar11-300x153.jpg 300w, https:\/\/www.cidasc.sc.gov.br\/defesasanitariavegetal\/files\/2013\/12\/voltar11-222x113.jpg 222w, https:\/\/www.cidasc.sc.gov.br\/defesasanitariavegetal\/files\/2013\/12\/voltar11-100x51.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 126px) 100vw, 126px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0Helicoverpa armigera (H\u00fcbner) (Lepidoptera: Noctuidae)\u00a0\u00e9 uma praga que est\u00e1 sob controle oficial, que at\u00e9 ent\u00e3o era denominada de \u201clagarta do velho mundo\u201d, pois sua distribui\u00e7\u00e3o estava restrita a \u00c1sia, Europa, \u00c1frica e Austr\u00e1lia. 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