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   Artigos em Ciência e Tecnologia
 

Projeto Integrado de parceria para Monitoramento e Sistemas de Previsão do mal de Sigatoka

Eng. Agrônomo Cidinei Cordini – Crea/SC 2.542 – Cidasc Itajaí

" Sistemas de Previsão e Controle do Mal de Sigatoka" Epagri" Controle e Monitoramento de Pragas Quarentenárias"

 Antecedentes   

A discussão, em nosso estado, sobre a praga quarentenária Sigatoka negra foi intensificada a partir de uma reunião realizada em 1988 entre Ministério da Agricultura, Cidasc e Epagri, na Estação Experimental de Itajaí. Um segunda reunião ocorreu no Município de Garuva (1999) com o envolvimento dos segmentos catarinenses da cadeia produtiva de banana e da Defesa Sanitária Vegetal do Estado do Paraná.O 1º Encontro Sulbrasileiro sobre Sigatoka negra, realizado em outubro de 1999, com a participação de lideranças de todos os segmentos da sociedade dos 03 (três) estados do sul do Brasil( mais de 520 participantes), comprovou a preocupação da região Sul com relação a eficiência do monitoramento e controle do mal de Sigatoka negra nas demais regiões da Federação.No mesmo mês foi formalizada a Comissão Sul brasileira da Sigatoka negra, com participantes de entidades dos três estados do sul do Brasil.Em Santa Catarina, ainda no mês de Outubro foi formada a Comissão Estadual do Moko da Bananeira, com técnicos representantes da Vigilância Sanitária Vegetal, com sede em Itajaí.

Importância  

A bananicultura é praticada por mais de 5.000 agricultores em todo o Estado, concentrando-se na região norte catarinense, 72% da produção. Aproximadamente 30.000 pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente com esta cultura. A bananicultura ocupa áreas dos municípios do litoral norte, litoral sul, litoral centro e em pequena expressão nos municípios do interior, como Alfredo Wagner e Benedito Novo.Na última safra, a produção catarinense foi de aproximadamente 500,0 mil toneladas, onde 10 a 12 % destinou-se a exportação internacional. A maioria da produção é comercializada no mercado interno, que devido ao fluxo de comercialização e rotas de riscos com relação ao mal de Sigatoka negra, necessita de documentos fitossanitários na origem da produção e no transporte.A Cidasc, empresa oficial de Defesa Sanitária Vegetal no estado, apesar de ter evoluído significativamente nesta atividade, ainda carece de dados e conhecimentos científicos que avalizem e possibilitem a segurança técnica da emissão de documentos fitossanitários.Por estes motivos é que se torna importante para a região e estado, a Cidasc desenvolver atividades no campo de monitoramentos de pragas quarentenárias, juntamente com os profissionais credenciados para a emissão dos certificados.

Objetivos  

O objetivo principal é proporcionar, através de monitoramentos de pragas quarentenárias da bananeira, conhecimentos técnicos-científicos, possibilitando estudos epidemiológicos que garantem e avalizem tecnicamente a emissão de documentos fitossanitários, tanto na origem como para o transporte do produto, subproduto e partes da bananeira.O objetivo secundário é o conhecimento adquirido pela empresa, com relação ao projeto, e a eficiência e segurança técnica quando às Auditorias Oficiais do Convênio - Ministério da Agricultura e Cidasc, ao mesmo tempo em que proporciona Educação Sanitária Vegetal (com práticas de campo), junto aos produtores, escolas, associações, parceiros, transportadores e demais segmentos envolvidos no setor.

Metodologia

 A metodologia a ser utilizada neste trabalho de cooperação técnica será aquela recomendada pela empresa catarinense de pesquisa, aprovada pela empresa executora do projeto, normas e procedimentos internacionais e nacionais e legislação sanitária brasileira.

 Acordo de parceria  

Em reunião realizada em 16/07/2.001, entre Epagri e Cidasc, ficou acordado o seguinte:A Epagri, através do grupo de pesquisas de Fruticultura Tropical, desenvolve a nível estadual, um projeto com relação aos "Sistemas de Previsão para Controle do Mal de Sigatoka", baseados em dados climáticos (estações de avisos) e monitoramento da Fenologia (planta) e Epidemiologia (patógeno).A estrutura do trabalho em cada município selecionado é a seguinte:01 Eng. Agrônomo(Epagri), 01 Técnico Agrícola (Associação municipal), 01 produtor rural em cada ponto, além de uma base física (casa de 5 x 8 metros), microcomputador e outros equipamentos.

Hoje, o monitoramento efetuado pela equipe é desenvolvido nos seguintes pontos:Município de Luís Alves – 07 pontos ( microbacias).Município de Itajaí – 01 ponto (microbacia).Município de Criciúma – 02 pontos (microbacias).Município de Massaranduba – 05 pontos (microbacias).Município de Schroeder – 05 pontos (microbacias).O próximo passo será a seleção dos pontos e a implantação dos trabalhos nos Municípios da região norte do Estado: São João do Itaperiú, Corupá, Guaramirim, Garuva e Jaraguá do Sul.

Todo o trabalho desenvolvido pela equipe da Epagri/EEI, dentro deste projeto, serve para assegurar a tomada de decisão quanto a aplicação de defensivos, na região monitorada, pela aviação agrícola, visando sempre o melhor momento para a aplicação, dentro das condições climáticas, custos, dosagens e estudos de fenologia da planta e de epidemiologia da praga.Para a Defesa Sanitária Vegetal (Vigilância Sanitária Vegetal) de Santa Catarina, o desenvolvimento deste projeto, não oficializa nem assegura/avaliza as emissões de Certificados Fitossanitários de Origem.

Devido a esta lacuna de conhecimento e informação técnica, e também da necessidade de se iniciar um trabalho que oficialize, avalize e assegure as emissões de CFOs, a cooperação técnica Cidasc e Epagri, quer desenvolver um projeto que venha de encontro e satisfaça os objetivos propostos.Sendo assim, a Cidasc e seus credenciados entram no processo, aproveitando e melhorando a estrutura existente, com metodologia específica de monitoramento de pragas quarentenárias, principalmente para a Sigatoka negra e Moko da bananeira.A equipe de trabalho continuará sendo a mesma, com mais um Eng. Agrônomo fiscal da Defesa Sanitária Vegetal que participará dos estudos de campos, diretamente nos pontos selecionados, nos municípios (Projeto piloto para Região de Itajaí).

O acompanhamento e coleta de dados será periódico, além de permitir que a Defesa Sanitária Oficial fiscalize os credenciados, as propriedades e locais de preparo de cargas para o comércio (caso específico de pragas quarentenárias).

Manter-se-á oficialmente, a área livre de pragas quarentenárias para a emissão segura e abalizada tecnicamente de documentos fitossanitários.Os trabalhos em parceria, serão os de " Sistemas de Previsão para Controle do Mal de Sigatoka e Monitoramento de Pragas Quarentenárias", na cultura da bananeira. Desenvolvimento e oficialização dos trabalhos  

Os dados a nível de campo serão coletados pela equipe interinstitucional, da seguinte maneira:Em determinado dia da semana, a equipe, em conjunto, se desloca aos pontos já previamente marcados e selecionados do município, para monitoramento e coleta dos dados necessários ao projeto de Sistemas de Previsão e Controle do mal de Sigatoka, qual seja, monitorar a fenologia das plantas e epidemiologia do patógeno.

Concomitantemente, outro profissional da Defesa Sanitária Vegetal, fará na estrutura já montada, o monitoramento e controle de Pragas Quarentenárias, com metodologia específica para o Moko da bananeira e mal da Sigatoka negra.

Além disso, outras propriedades serão monitoradas (10%) naquele município.Como a documentação fitossanitária emitida é por carga de fruto, a Defesa Sanitária Vegetal fiscalizará/monitorá também os galpões de processamento, embalagem e carregamento do produto, acompanhando a produção das propriedades que fazem parte do sistema, através de rastreamento nos documentos que compõem as cargas comercializadas.Com o trabalho em cooperação técnica e a Defesa Sanitária Vegetal presente, o processo de monitoramento (seja para a previsão e controle do mal de Sigatoka, seja para controle e monitoramento de pragas quarentenárias), se torna oficial e por este motivo estando em conformidade com as normas de acompanhamento, monitoramento e controle de pragas restritivas.

O trabalho envolverá parceiros da pesquisa, assistência técnica, credenciados, associações, produtores, transportadores e fiscalização. Em resumo, todos os envolvidos na cadeia produtiva do setor.

Estrutura existente

 Epagri - Grupo de pesquisadores da Estação Experimental de Itajaí ( três Engenheiros Agrônomos), estruturas montadas no município, estação de avisos, apoio laboratorial e outros.Associação – Técnico agrícola (trabalhos de campo e administrativos).Município – Base física, liderança rural em cada ponto e outros.Cidasc – Fiscal da Defesa Sanitária Vegetal (um Engenheiro Agrônomo), apoio com recursos financeiros na aquisição de equipamentos (microcomputador), locomoção (veículo traçado*), além da oficialização de todo o processo de monitoramento, prevenção e controle de pragas quarentenárias.Obs. – (*) Necessidade de veículo especial para monitoramento de campo, independente das condições climáticas.As restrições fitossanitárias para os mercados interno e externo da banana, será atendida com documentação fitossanitária embasada em metodologias técnico-científicas.

Cronograma  

Prioritariamente, a parceria resolveu implantar e executar o projeto na Administração de Itajaí, por já existir, na região, os pontos selecionados e em andamento.Em segundo momento e dependendo das avaliações constantes dos parceiros, o projeto se estenderá a região norte do estado, primeiramente para o município de Schroeder e Massaranduba, depois Guaramirim, São João do Itaperiú e Corupá.Em terceiro momento, e dependendo do interesse das partes envolvidas e do dinamismo do associativismo local, os trabalhos se estenderiam para o sul do estado, nos municípios de Criciúma e Siderópolis.

Outras atividades resultantes do projeto em cooperação técnica  

A Cidasc e Epagri, desenvolverão cursos profissionalizantes para o treinamento, na região, dos vigilantes sanitários vegetais comunitários. Cursos de Educação Sanitária Vegetal com metodologia específica para a área de defesa vegetal, ambiental e agronômica serão executados pelas parceiras.

Os produtores de banana, com os conhecimentos profissionalizantes e outros cursos específicos, terão condições de aderirem espontaneamente ao Sistema de Produção Integrada de Frutas, do Ministério da Agricultura, com a participação ativa no processo de Produção Integrada de Bananas – PIB.

Com o desenvolvimento dos trabalhos, será desenvolvida atividades técnico-científicas para a erradicação de bananais abandonados ou próximos às rodovias de risco do Estado de Santa Catarina, com apoio de legislações especificas e Educação Sanitária Vegetal.

Outra atividade resultante do trabalho em parceria, será a coleta de dados obtidos pelo monitoramento de campo, dentro da cultura da bananeira que proporcionará rapidamente conhecimentos de Epidemiologia Vegetal, e a formação de massa crítica para o sistema de produção em bananicultura.Existe ainda uma expectativa de que se crie metodologias específicas, em parcerias, para a certificação de propriedades, principalmente na cultura da bananeira e de plantas ornamentais.


Metodologia para o Monitoramento de Pragas Quarentenárias em bananeiras, integrada ao sistema de Previsão para Controle do Mal- de-Sigatoka.Eng. Agr. Cidinei Cordini – Fiscal da Produção Vegetal – CIDASC/Itajaí/SC

Eng..Agr. Robert Harri Hinz - Pesquisador Fitopatologista – EEI - EPAGRI/Itajaí/SC  

1 – Seleção dos Municípios   Dos 13 Municípios da Regional da Cidasc de Itajaí, produtores de banana, foram selecionado três para o início das atividades de Monitoramento de Pragas Quarentenárias.São eles: Luis Alves, Navegantes e Itajaí n Regional de Itajaí e Massaranduba e São João do Itaperiú na Regional de Joinville. 

2 – Seleção das comunidades a serem trabalhadas em cada Município   No Município de Luís Alves estão as comunidades escolhidas de Rio Novo, Rio Canoas, Braço Miguel, Braço Fraimann, Braço Gavião e Rio do Peixe, baseadas nos seguintes critérios: sistema organizacional (Associação dos Produtores), produção, produtividade, aceitação técnica, pré-disposição da comunidade no trabalho de parceria, tamanho e localização da comunidade (microbacia), localização de embaladores, atacadistas e comerciantes, rodovias de acesso, fluxo de comercialização e rotas de risco com relação a ocorrência de pragas quarentenárias.No Município de Navegantes a comunidade escolhida foi a de Machados, de acordo com os mesmos critérios acima citados, mais a proximidade da área de produção com o Município anterior.Em Itajaí, a comunidade selecionada é a de Pedras de Amolar e os critérios utilizados para a escolha foram os mesmos citados anteriormente. 

3 – Propriedades selecionadas para os trabalhos de coleta de dados eobservaçõesNos Municípios/comunidades selecionados, as atividades estão sendo desenvolvidas em propriedades representativas, onde algumas características são observadas:

  • proprietários associados a Associação Municipal de Bananicultura
  • proprietários situados em áreas estratégicas para trabalhos de monitoramento e previsão
  • produção durante todo o ano
  • comercialização nos mercados internos e externos (fluxo de comercialização)
  • proprietário com bom nível de instrução
  • propriedades com médio a bom nível tecnológico
  • proprietários com interesse na melhoria de qualidade da bananicultura
  • e outros.

As propriedades que estão sendo monitoradas, cumprem os requisitos acima e pertencem aos seguintes bananicultores:propriedade de Hilmar Vilvert em Rio Novo, Cláudio Muller em Rio Canoas, Jaime Mittelmann em Braço Miguel, João B. Mittelmann em Fraimann, Valmir dos Santos em Rio do Peixe. A propriedade em Braço Gavião será escolhida no transcorrer do mês de outubro. 

4 – Seleção das Plantas de bananeira dentro da propriedade para Monitoramentoda Sigatoka negra (Mycosphaerella fijiensis Morelet)Na propriedade, dentro do bananal são escolhidas e marcadas 10 plantas para a observação, leituras e coleta dos dados.As plantas eleitas são plantas jovens com no mínimo 5 folhas. Portanto as mais suscetíveis à praga. A avaliação é realizada numa mesma planta enquanto a altura permitir o alcance da folha II. Quando adultas e altas serão substituídas por outra próxima do local. Deve-se fazer a substituição com a menor freqüência possível e nunca superior a 30%.

4.1 – Partes da planta de bananeira selecionadas para as observações,leituras e coleta de dados (fenologia)Em cada planta são observadas as seguintes partes: folha vela, folha II, folha III e folha IV.

4.2 – Folha velaNesta folha vela, em formação, é observado o estágio de desenvolvimento. Apresenta 4 estágios de formação até folha adulta ou folha I. Os estágios comparativos são mostrados no gráfico 1, em anexo.

4.3 – Folha IIA avaliação é realizada a partir da folha II cujo período de evolução coincide com o período mínimo de incubação do patógeno, para nosso Estado.Na folha II, são observadas, lidas, medidas, e anotadas a sintomatologia da praga (patógeno). São verificadas as manchas tamanho 1, 2, 3, 4, 5, e 6 conforme a seqüência de fotos apresentadas em anexo.

Qualquer semelhança com a Sigatoka negra, na observação das manchas, estas devem ser marcadas com um círculo na folha e ao lado dele a data, para concentração de atenção quando da próxima visita de monitoramento. Se após essa semana, persistir a suspeita, o material deverá ser coletado, depositado e transportado em sacos plástico vedado com fita adesiva para ser analisado em laboratório. Ao contrário, se nesta visita, com a mancha mais evoluída, o observador avaliar que não se trata de sintomatologia de praga quarentenária, a anotação anterior é anulada.As observações, medições e contagens são feitas por mais de um membro da equipe, assegurando assim o diagnóstico.

4.4 – folhas III e IVNa folha III e IV, são feitas as mesmas observações da folha II, com o cuidado de comparar, se houve ou não evolução das manchas observadas anteriormente.

5 – Seleção das Plantas de bananeira dentro da propriedade paraMonitoramento do Moko da bananeira (Ralstonia solanacearum)

5.1 – Partes da planta da bananeira selecionadas para observações, leituras e coletas de dados (monitoramento).Será observada a família (mãe, filhos e netos) mais próximas à planta selecionada para o monitoramento da Sigatoka negra.A observação, será de acordo com a sintomatologia descrita a seguir:

  • nos filhos e netos – os chifres e chifrinhos atacados pelo Moko, além de enegrecidos, apresentam nanismo. No pseudocaule de plantas não paridas, ocorre uma necrose aquosa na parte central que corresponde a gema apical, e culmina com a morte da folha vela.
  • na planta adulta – de crescimento rápido, os sintomas do Moko da bananeira surgem na primeira, segunda ou terceira folha, se manifestando em forma de amarelecimento, seguido de murcha e quebra junto ao limbo foliar, aproximadamente em 4 semanas. No interior do rizoma, cilindro central, pode se observar o escurecimento dos tecidos que se tornam pardo-amarelados, evoluindo para uma coloração que varia entre marrom-escuro e negro. O mesmo sintoma pode ser observado no engaço. Quando o ataque ocorre próximo a floração, o cacho emitido se tornará raquítico com podridão dos frutos. Em plantas com cacho, a polpa das frutas torna-se enegrecida, seguindo-se uma maturação desuniforme e precoce do cacho. Os tecidos de plantas contaminadas pelo Moko da bananeira, ao serem cortados, exudam pus bacteriano que pode ser observado facilmente, colocando-se pedaços na superfície de água limpa contida num copo.

Em caso de suspeita de ocorrência da praga, serão observadas todas as touceiras num raio de 5 famílias. O material será coletado, depositado e transportado em saco plástico vedado com fita adesiva para ser analisado em laboratórioNão observados os sintomas e sua evolução, serão considerados plantas, lotes, área, microbacia, município e região isenta da sintomatologia da praga quarentenária Moko da bananeira.

6 – Identificação das plantas e das visitasA identificação das plantas para monitoramento da Sigatoka negra é feita com fita plástica estreita (em torno de 4 centímetros), de cor viva, geralmente azul, para fácil visualização nos talhões. Possui o comprimento de 1,5 metros e é presa na folha I com um nó frouxo.Na fita (ambos os lados), com ajuda de uma caneta de transparência, são anotadas:

  • data da visita
  • número da planta marcada
  • número de folhas na planta com exceção das folhas espada (fenologia)
  • estágio da folha vela (fenologia)
  • Manchas das folhas II, III e IV (patógenos).

A família de plantas selecionadas para o monitoramento do Moko da bananeira será identificada com um fita, idêntica a anterior, só que de coloração vermelha. Serão anotados na fita vermelha (monitoramento) a data da visita e os sinais de ocorrência ou não de Sigatoka negra e Moko da bananeira (positivo/negativo para SN ou positivo/negativo para M). Quando houver mudança de plantas para o monitoramento da Sigatoka negra, haverá também nova identificação de outra planta para o monitoramento do Moko da bananeira.

7 – Formulário de anotações  As anotações serão feitas em formulários especiais, específicos para Sigatoka negra e Moko da bananeira, conforme modelos em anexo, e terão assinaturas da equipe de trabalho.

8 – Conclusões do monitoramento Quando as manchas observadas, conforme a metodologia descrita, evoluírem para a sintomatologia que descreve a ocorrência de Sigatoka negra, o alerta será feito para a retirada de amostras, daquela planta, para o diagnóstico em Laboratório contra o mal Sigatoka negra.

Da mesma forma, se as observações mostrarem sintomatologia nas folhas, para Moko da bananeira, serão retiradas amostras para análises de laboratório, ao mesmo tempo em que se observam os sintomas e sua evolução no pseudocaule e rizomas.

Ainda, neste caso, serão checadas as famílias num raio aproximado de 12 metros.A documentação fitossanitária para a cultura da banana, na região e proximidades, será emitida pelos Eng. Agrônomos credenciados (CFOs) e Fiscal da Produção Vegetal (PT).À medida que os trabalhos de parceria forem sendo realizados, e os diagnósticos forem negativos, a equipe de monitoramento emitirá mensalmente, laudos oficiais de área livre de pragas quarentenárias (Sigatoka negra e Moko da bananeira) na cultura da bananeira, nas regiões monitoradas e próximas delas.

Modelo em anexo.

No transcorrer dos trabalhos, a equipe poderá acionar a COMUSA (Comissão Municipal de Saúde Agropecuária) e criar o Comitê Municipal de Defesa Sanitária Vegetal–Banana com sua regulamentação oficial. Neste fórum municipal serão discutidos e avaliados os resultados e eficiência do monitoramento.Em nível regional ou estadual, o Comitê Regional de Defesa Sanitária Vegetal-Banana, com regras oficiais de Defesa Sanitária, poderá administrar atividades de monitoramento dos vetores de riscos, com metodologias específicas. Esta atividade assegurará uma completa vigilância sanitária vegetal, devido fiscalização no transporte interno/externo de frutas e materiais relacionados com a bananicultura (embalagens) e transporte interno/externo de materiais vegetativos (mudas, plantas ornamentais e partes de plantas).Estes materiais vegetativos "in vivo"(rizomas e pedaços) e "in vitro" (esplantes e mudas), quando adquiridos de regiões ou países com restrições sofrerão observações de quarentena.

 

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